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FISIOTERAPIA


Introdução

A fisioterapia tem o papel de ajudar e ensinar ao paciente a cuidar e fazer a "manutenção" de seu corpo, através de exercícios de fortalecimento, alongamentos, posicionamentos, ortostismo, treinamento de marcha e outros, evitando complicações e deformidades, mantendo um corpo ativo e forte, possibilitando uma maior independência.
Obs.: aqui, não abordaremos a fisioterapia respiratória, pois este assunto foi citado no ítem respiração.


Exercícios de Fortalecimento

Após a lesão, os movimentos que permanecem e/ou retornam, deverão ser fortalecidos através de exercícios, precedidos e sucedidos por alongamentos, orientados e supervisionados por fisiterapeuta especialista em lesão medular, pois, dependendo do nível da lesão, alguns movimentos não poderão ser fortalecidos, afim de evitar deformidades.
Quanto mais força uma pessoa possuir, mais facilidade ela terá para executar as atividades, como tocar cadeira, fazer "push-ups", transferências, dirigir veículos, praticar esportes, higiene pessoal, deambular com o auxílio de órteses e quaisquer outras atividades.


Movimentação Passiva e Alongamentos

Os membros inferiores, mesmo sem apresentarem movimentos voluntários, deverão ser movimentados e alongados, afim de se evitar deformidades, rigidez das articulações e a perda da amplitude dos movimentos. Estes exercícios deverão ser feitos por fisioterapeutas especializados em lesão medular ou, por pessoas treinadas por tais profissionais, podendo ser familiares, amigos ou o próprio paciente, caso ele tenha condições físicas para executá-los.
Todos os exercícos deverão ser executados de forma lenta, leve e controlada, obedecendo aos limites do corpo, para se evitar distenções musculares, luxações e fraturas, devido a movimentos bruscos ou alongamentos inadequados.


Equilíbrio

Conforme o nível da lesão, uma pessoa poderá ter mais ou menos equilíbrio, pois este corresponde diretamente a quantidade de músculos que estão funcionando, ou seja, quanto mais alta a lesão, menos equilíbio e quanto mais baixa, mais equilíbrio. Devido a isto, deverá ser feito o treinamento de equilíbrio, afim de proporcionar um melhor controle de tronco, o que ajudará muitas atividades físicas, como tocar cadeira, fazer "push-ups", transferências, dirigir veículos, praticar esportes, higiene pessoal, alimentação e outras.


Posicionamentos


Os posicionamentos são importantes em qualquer ocasião e lugar, seja no trabalho, no estudo, durante o lazer, o sono, etc; evitando assim o aparecimento de deformidades, úlceras por pressão e diminuindo a espasticidade.


Ortostatismo

O ortostatismo corresponde ao trabalho de, gradativamente, levar uma pessoa a ficar na posição vertical, ou seja, em pé. A elevação deve ser gradativa, para que o corpo de uma pessoa se adapte a esta nova posição, pois, dependendo da posição, seja deitada, sentada ou em pé, o funcionamento do corpo se comportará de maneiras diferentes(batimentos cardíacos, respiração, calibre dos vasos sanguíneos, fluxo de sangue, diversos órgãos, etc). Se uma pessoa for colocada na posição vertical sem uma prévia adaptação, sua pressão arterial poderá cair e provocar tonturas e/ou náuseas, talvez, chegando até a um desmaio. Caso isto aconteça, esta pessoa deverá ser colocada novamente na posição horizontal, afim de restabelecer o fluxo sanguíneo e a pressão arterial, fazendo-a voltar a si.
Seus benefícios envolvem tanto a parte psicológica como a física. Na primeira, por uma pessoa passar a maior parte do tempo deitada ou sentada, quando em pé, o seu ângulo de visão mudará, passando a olhar as pessoas na mesma posição ou de cima para baixo, o que também mundará a sua forma de enxergar o mundo a sua volta. Na física, trará benefícios à circulação sanguínea, respiração, funcionamento de alguns órgãos e, também, poderá diminuir a espasticidade

Prancha Ortostática

O início do trabalho poderá ser feito com o uso de prancha ortostática, espécie de maca com amarras, para prender o corpo. Com o uso de uma manivela ou controle elétrico para subir a prancha, a pessoa, gradativamente, atingirá a posição vertical. Pode levar dias ou meses até chegar a esta posição. Cada seção de ortostismo não deverá ultrapassar uma média de 45 minutos, para que as amarras e outros artefatos não provoquem úlceras. As seções poderão ser feitas uma ou mais vezes durante o período, de acordo com a disponibilidade da pessoa.

Stand-in-table

O Stand se constitue em uma base horizontal de madeira ou outro tipo de material sólido, onde se prenderá uma estrutura vertical de hastes metálicas, com amarras em diferentes alturas. Este é usado em uma etapa mais avançada, pois a pessoa ficará todo o período na posição vertical, sem a possibilidade de inclinação, como na prancha. As seções deverão obedecer as mesmas regras citadas no ítem acima. Dependendo do nível da lesão, durante as seções, o paciente poderá fazer o treino de equilíbrio, pois seu tronco estará praticamente solto, sem apoios laterais, dorsais ou frontais.

Órteses

As órteses são aparelhos de metal que fixam as pernas e, caso a lesão seja alta, fixarão também a cintura. Eles ajudam uma pessoa, que não possui os movimentos das pernas a se locomover, em saltos, com ambas as pernas ou alternadamente, com o auxílio de muletas, andadores ou bengalas. Tais órteses também podem ser usadas para fazer ortostatismo.


Marcha

A marcha, na lesão medular, se constitui em uma forma de locomoção, podendo ser auxiliada por órteses para fixação das pernas em extenção e/ou pés em 90 graus, impulsionada pelos braços, com a ajuda de andadores, bengalas ou muletas.

Seguem alguns fatores que influenciam e/ou impossibilitam a marcha:

Nível de lesão

Quanto mais alto for o nível da lesão, mais difícil será a marcha, pois menos músculos estarão funcionando. A marcha fica mais facilitada a partir de níveis de lesão T12 ou inferiores, pois a musculatura de tronco estará em funcionamento, sendo seguida pelo funcionamento da musculatura de quadril, pernas e pés, assim como a sensibilidade, a medida em que o nível da lesão seja mais para a parte final da medula e/ou cauda equina.

Deformidades

Deformidades podem impossibilitar o uso de órteses, pois estas podem levar os membros às posições que tornam impossíveis os encaixes.


Ossificações


Algumas ossificações, como as de quadril e joelhos, podem levar as pernas à posições rígidas, em flexão de quadril e/ou joelho, dificultando ou impossibilitando as extenções dos mesmos, tornando impossíveis os encaixes nas órteses.

Úlceras por pressão


As úlceras impedirão o uso, quando ocorrerem em pontos de fixação e/ou apoio das diferentes regiões e alturas das órteses, como joelhos, tornozelos, calcanhares e outros.

Peso

Uma pessoa muito pesada, gorda ou obesa, não conseguirá a marcha, devido a grande força que seus braços terão que despender para sustentar o elevado peso de seu corpo.

Idade

Devido ao enorme esforço físico exigido pela marcha, uma pessoa de idade mais elevada não terá condições físicas suficientes para a sustentação de seu corpo.

Doenças cardíacas


A marcha não é indicada às pessoas com doenças cardíacas, pois o enorme esforço pode comprometer ainda mais o coração.

Treinamento

O treinamento será dividido em etapas:

1a. Fortalecimento dos membros superiores;
2a. Aprendizagem da colocação das órteses;
3a. Treino de equilíbrio, postura e ambientação com o peso do corpo e esforço que a marcha exigirá, usando barras paralelas, com um espelho frontal, refletindo toda a imagem do corpo do paciente;
4a. Início da locomoção, com a ajuda de um andador e uma pessoa para auxiliar na marcha e dar segurança ao paciente;
5a. Locomoção independente, usando andador, bengalas ou muletas;
6a. Ambientação de deambulação à diversos tipos de terreno(escorregadio, emborrachado, calçadas, rampas, escadas e diversos obstáculos) e treino para sentar e levantar em diferentes locais;
7a. Treino de cair e levantar, possibilitando total independência.

Obs.: todas as etapas estão sujeitas a variações de conduta, de acordo com o diagnóstico do paciente, avaliação do médico fisiatra e o fisioterapeuta.


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